segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

"CARTÃO POSTAL"

Tempo de férias. É verão. Ficar em casa não era bem a opção.
- Viajar? - Sem bagagem, sem passagem, sem preocupação... Os mistérios e as belezas estão em toda parte:
Contemplo um "CARTÃO POSTAL" e, lá vou eu, para uma bela praia tropical...
 
"Gosto de mar, espalhado no ar - ensalinado...
Sabor de embalo em jangada enfunada
ao compasso das ondas;
no embalo do marulho lá vou eu passear pela orla.
Das palmeiras, projetos de sombra brincam na areia.
Mar espumante que ruge, que geme,
que se esfacela nos costões,
e que morre na praia, em tarde de verão.
Mil pérolas pontilham as cristas das ondas
que correm revoltas, soltas, graciosas,
ou simplesmente quebram sob a luz solar.
Mar... imenso... de azul profundo;
mar... verde-água;
negro, tenebroso!
Reflexos do céu anil...
Mar. Lindo mar!
Misterioso e calmo.
Estás tão distante, mas tão próximo
em toda tua imensidão
num simples "Cartão Postal".
É verão...
Amanhã? - Novo roteiro a escolher!
Praia, campo ou Montanha...
Tudo é lindo de se ver.

domingo, 9 de janeiro de 2011

"TERMINATOR" - Da. MARGA E GIRASSOLIS

IMAGINAMOS UMA CENA DOS TEMPOS MODERNOS COM ALTA TECNOLOGIA DOMINANDO O MUNDO DA PRODUÇÃO, QUE NADA TEM DE FICÇÃO.

Da. Marga: – Que cara triste! – o que aconteceu, amigo Girassolis?

Girassolis: – minhas sementinhas morreram...

Da. Marga:– algum acidente ecológico?

Girassolis: – Não. Foi suicídio coletivo...

Da. Marga: – Que horror! Morreram todas?

Girassolis: – Todas! Somos vítimas do terrível "Terminator"!

Da. Marga: – "Terminator"? – quem é esse monstro?

Girassolis: – Bons tempos quando havia liberdade de seguirmos o ciclo natural da vida: nascer, crescer, viver e lançar nossas sementes para a renovação... Agora não é mais assim.

Da. Marga: – Como foi acontecer isso?

Girassolis: – Nossa descendência agora só é garantida em laboratórios. Acabou a alegria de olhar o Sol e caminhar seguindo seu percurso no céu, viver o dia-a-dia de cada sementinha nossa aquecida e embalada pelas brisas, alimentada pela seiva e regada pela chuva e pelo orvalho... e, assim, perpetuar nossa espécie.

Da. Marga: – Mas, quem é o "Terminator".

Girassolis: – É a tal tecnologia genética que restringe o poder de nos reproduzir naturalmente...

Da. Marga: – SOS – espero que me esqueçam.

Girassolis: – Vc. Não corre muito perigo. Mas, que eu saiba, muitos nossos semelhantes já foram sequestrados do mundo natural e transformados em espécies de uma vida só. Para renascer dependemos "deles".

sábado, 8 de janeiro de 2011

CIDADES & FAVELAS E O CAOS

Cidades são, ou deveriam ser, um "porto seguro" para se viver. No entanto tem-se tornado um reduto de problemas, os mais variados, transformado a vida dos cidadãos em um verdadeiro caos.
Na década de 1950/60 teve início um movimento migratório, dentro do país, para as cidades mais desenvolvidas do Sudeste e Sul. Os primeiros migrantes se estabeleceram em barracos nas periferias das cidades, em qualquer lugar, até encontrar um local para trabalhar e poder ter um local mais decente para morar. O sucesso de alguns tornou-se o chamariz de parentes, amigos, conhecidos e de todos os que procuravam uma vida melhor.
Segundo informações, os primeiros migrantes eram provenientes de um local de Salvador (BA) conhecido como "Favela", nome de uma árvore da região (Favela ou Faveleiro) - os migrantes começaram a se identificar como sendo da "Favela"- daí a origem do termo para denominar esses bairros de periferia. O nome acabou se generalizando e hoje, independente de onde haja bairros pobres, caracterizados pela desorganização urbana, falta de infraestrutura e serviços, etc, recebe o nome de "Favela".
Além dos retirantes nordestinos que fugiam das adversidades do Nordeste, passaram também a chegar inúmeros migrantes provenientes da área rural -(êxodo rural) - agravando ainda mais a precariedade das áreas urbanas já sobrecarregadas e sem uma infraestrutura que atenda a todos. O solo foi sendo ocupado sem qualquer planejamento. O resultado aí está.
O descaso das autoridades, a falta de políticas públicas de ocupação dos espaços urbanos, aliados a interesses eleitoreiros, ausência do Estado, etc., culminaram num triste caos que atinge milhões de seres humanos, seja pelas catástrofes naturais, seja pela ação de marginais, como temos assitido nos últimos tempos.
O problema das cidades não será resolvido da noite para o dia. Tem solução. O que falta é a presença do Estado cumprindo suas obrigações. A situação dos cidadãos beira a do regime de escravidão com uma agravante, pois eles são refens de uma situação que nenhuma "lei Áurea" pode resolver. Depende exclusivamente de vontade política e de trabalho realizado por pessoas competentes, capazes de tomar decisões administrativas e de realizá-las.
Muitos não querem entender que a Educação que conscientiza é aquela que não só ensina o que são direitos, mas também o que são deveres. E isso vale também para as autoridades que se elegem para servir e não para serem servidos. Verbas não faltam. Faltam gestores. Programas amplos e de impácto. Redirecionamento das pessoas marginalizadas para áreas novas; não dá para entender a falta de visão dos administradores públicos em geral. O povo mantido na ignorância vai continuar, em seu espírito gregário, a procurar o que as luzes da cidade grande oferece de bom. Só verão as desvantagens quando o teto ruir em suas cabeças.
"Favela" - jatropha phyllacantha - arbusto grande enforbiáceo de flores brancas dispostas em cimeiras, com frutos verrucosos, escuros com sementes oleaginosas; típicas desde o PI até SP.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

AS CLASSES SOCIAIS E O SISTEMA DE CASTAS

O Sistema de Castas se caracterizou por uma estrutura social rígida, praticada na Índia por muito tempo. Segundo esse sistema o indivíduo nascido em uma casta não podia ocupar outra função a não ser à da casta à qual pertencia. 
Havia 4 castas: os Sudras - pertencentes à classe dos prestadores de serviços à sociedade através do trabalho braçal ou manual; o Vaicias - dedicados ao trabalho agrícola, comércio e negócios em geral; os Xátrias - pessoas de talento administrativo, executivo e defensivo (governantes e guerreiros); e, os Bramins - pessoas de natureza contemplativa, espiritualmente inspirados e inspiradores. Na Índia perdurou por muito tempo essa estrutura rígida sendo que ainda houve mais uma classe - a dos párias ou "intocáveis", vivendo na mais absoluta miséria. Deve-se ao trabalho abnegado de M. Gandhi o resgate desses excluídos, que com sua equipe de voluntários se dedicou a levar educação, noções de higiêne e de cidadania, sem nenhum plano mirabolante governamental.
Este sistema rígido é o resultado do desvirtuamento da Leis de Manu. Esse grande legislador entendia que os homens se distinguiam nessas 4 classes devido às suas capacidades inatas, e que só elas é que deveriam nortear a inclusão do indivíduo numa dessas castas na medida em que ele procurasse alcançar qualquer dos objetivos de uma delas. Todos tem alguma característica de cada uma das classes e sempre uma se sobrepõe às outras.
Manu ensinou que os membros de uma sociedade merecem respeito na medida de sua sabedoria, virtude, idade, parentesco e por último, a riqueza.
Atualmente fala-se muito em inclusão social e classes sociais. Ou seja, a distinção dos cidadãos baseados em categorias e uma hierarquia (A, B, C, D, E), considerando principalmente o poder de compra - ou seja, priorizando os bens materiais sobre outros valores: ex - o Conhecimento - tratado ironicamente como "elites" intelectuais; da Virtude - numa desmoralização dos usos e costumes; idade - divisão entre jovens/velhos sem respeito pela experiência e sabedoria dos mais idosos; parentesco - transformado em oportunismos e apadrinhamentos generalizados com troca de favores políticos, etc. As capacidades inatas, em nosso mundo atual é olhado com desdém.
A educação ideológica está deturpando o verdadeiro sentido das instituições, da vida e de seus valores. Podemos citar como exemplo o Casamento que na sua acepção verdadeira é "a união permanente e fiel de um homem e de uma mulher; ele é a base natural da família e uma instituição fundamental para o bem estar de toda sociedade. "Toda" a sociedade, não só dos que creem em uma religião!"
"Franqueza aliada à polidez é útil e admirável".

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

JUSTIÇA, POR ONDE ANDAS?

-Justiça, por onde andas?
- De olhos vendados. Parece surda. Continua calada... e sentada... pois, em pé cansa!
O tempo passa, passa, passa... e os processos amontoados entre tantos outros a esperar por uma solução que só a justiça humana deve solucionar. Mas, a justiça humana tarda... tarda... e quase sempre falha!
- Não estamos falando por falar. É a realidade que vivemos há algumas décadas.
Nem toda a moderna tecnologia consegue agilizar os processos atados à burocracia dos prazos, dos recursos, dos decursos de prazos, das férias judiciárias, dos desvios de papéis, dos esquecimentos, etc., etc...
Há uma fábula de Esopo que tenta explicar a causa dessa justiça morosa, desorganizada, falha.
Conta Esopo que Zeus mandou Hermes inscrever sobre conchas as faltas dos homens, e que as recolhesse junto dele em uma caixa para que ele pudesse fazer justiça a cada um. As conchas ao serem recolhidas à caixa, misturaram-se entre si, e assim, umas chegaram mais cedo que outras às mãos de Zeus, que deveria julgá-las com justiça.
Moral - Não é para ficar admirado ao vermos os injustos e maus não receberem tão depressa o castigo por suas faltas.
Certamente devemos à  burocracia moderna das "conchas" o lento e desorganizado andamento da Justiça em nosso país e as inúmeras falhas e injustiças.
Haja paciência!
Dizia minha avó: - Há um Santo que só diz: "mais, mais, mais..." e, as coisas ficam como estão até que o Santo dê um cochilo; aí as coisas mudam de rumo; se for para melhor, quando ele recomeçar a dizer: "mais, mais, mais"... tudo irá melhorar! Não desanime. Um dia as coisas mudam!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

ESPERANDO PELO MELHOR

Estamos em um momento de reflexão. Fim de um período e início de um ano com "n" possibilidades de tudo caminhar para grandes realizações, ou talvez grandes mudanças como as que costumam acontecer sem aviso prévio.
Esperamos pelo melhor.
As nuvens carregadas que não deixam ver o sol - tanto no real como no simbólico - indicam que há possibilidades de novos rumos na vida de um modo geral.
 
Aproveitamos o momento de expectativas para ler, meditar, tecer conjecturas e esperar... pelo melhor.
Deixamos algumas frases que nos chamaram a atenção:
 
"O maior milagre é o de que cada um de nós está encerrado num corpo material de intrincada organização, e estabelecido num planeta (Terra) girando através do espaço, entre as estrelas, as galáxias...."
 
"Aqueles que, habitualmente falam a verdade, desenvolvem o poder de materializar suas palavras. O que eles ordenam com todo o coração vem a se realizar" (Yoga Sutra).
 
"A divina força vital criadora não tem limites. Ela cura tudo. Cada um deve dar vigor a si mesmo. O pensamento faz com que nos sintamos fortes ou fracos. Tudo o que nossa poderosa mente criadora acredita com intensidade, acontece imediatamente."
 
"Pela queda de gotas de água, um pote fica repleto; o homem sábio abarrota-se com o Bem, mesmo que o ajunte aos pouquinhos". (Senhor Buda).
 
"Pelos erros de muitos, não julgueis o todo".
 
"Fite o céu para ver a Lua, não a lagoa". (provérbio persa).
 
"Franqueza alida à polidez é útil de admirável".
 
"O não arrepender-se de nada do que fez - incluindo o que resultou em alguma forma de dano a um seu semelhante - denota um espírito embrutecido, uma mente destituída de valores éticos  e morais, e uma inteligência pobre, mesquinha e egoísta".

domingo, 2 de janeiro de 2011

"NOCTURNO"

Miro el cielo infindo:
calido, sin tinieblas - añil y plata -
adorna al misterio de la vida nocturna.
El pájaro calla su grito.
La luna se abriga por detras los negros y lejanos cumbres.
Solamente una fimbria rubra tiñe el ocaso.
Temblo de emoción ante la amplitud del Universo.
Num repente, yo, tan pequeño ser,
me transformo em gigante!
Cielo y tierra se unem bajo mis piés.
Soy yo, a volar sin alas...
a penetrar los mistérios del universo maravilhoso!
Un minuto, una hora, un dia, un año...Milenios (?)
!Que se yo, el tiempo que se pasó!
Y para tan gran alegria,
Major desilusión:
- como un rayo,
al mundo sin lumbre,
la realidad me atiró.
No miro mas al cielo... El sueño se perdió.
Quien penetra nel Universo infindo, una sola vez que sea,
queda sin alegria neste exilio encerrado,
Vivir muriendo en cada dia.
La vida se vá en vuelos...
La busqueda infinda sigue!