domingo, 16 de janeiro de 2011

DILÚVIOS E OUTRAS CATÁSTOFES

 DILÚVIOS E OUTRAS CATÁSTROFES não são novidades no planeta Terra.

A Terra já passou por pelo menos cinco grandes destruições. Pouco se sabe das verdadeiras causas do que ocorreu e que destruíram muitas espécies animais e vegetais, fracionando os continentes, e, num determinado momento da história, ameaçou a extinção da espécie humana, conforme muitas culturas falam do dilúvio.

Sabe-se que nosso planeta sempre esteve e está exposto a diferentes influência internas e externas. Há, por exemplo, indícios do impacto de um meteorito gigantesco na costa leste do Novo México e que seria o responsável pelo desaparecimento dos dinossauros. Nessa região foi localizado um gigantesco 'sismossauro'  com 40 metros de altura e com um peso equivalente a 40 toneladas.

Intenso vulcanismo teria sido desencadeado a partir desse impacto lançando cinzas a atmosfera o que provocou a morte de animais e plantas, não só pelo impacto, mas também pela falta de luz solar durante largo período.

O texto – "Os ventos sopraram seis dias e seis noites, enchentes e tempestades dominaram o mundo" – da epopéia de Gilgamesh (3.000 anos a.C) é semelhante ao texto bíblico que narra fato ocorrido no tempo de Noé e sua Arca. Narrativas semelhantes são encontradas entre povos de todos os continentes, desde povos mais evoluídos até os grupos mais primitivos. Pelo menos um grande dilúvio mundial –ou não- ocorreu, mas teriam ocorridos outros anteriormente.

Qual a importância de se saber o que já se passou em nosso planeta? – Quando ocorrem catástrofes naturais, logo alguém fala em fim do mundo. E paira no ar a "ameaça de 2012"! O que vai ocorrer não importa. O que é importante, é saber que hoje o homem também pode se prevenir, assim como Noé teve capacidade de sobreviver a um dilúvio usando a tecnologia que lhe foi oferecida. Parece que só no Brasil as autoridades ainda não perceberam o seu papel de executar obras de prevenção que protejam os cidadãos das catástrofes naturais, sejam elas quais forem. Executivo! – não é esse  o cargo exercido pelos senhores politicos eleitos para governar?- excutar significa fazer, realizar... Houvesse prevenção e os dramas que se repetem em vários lugares do país, ano após ano, já teriam sido evitados.

sábado, 15 de janeiro de 2011

REQUERIMENTO

REQUERIMENTO
Eu, baixo assinada,
venho por meio desta
solicitar-Lhe, mui respeitosamente,
um minuto de atenção.
Sei que o Universo é infinito;
que há muitas coisas urgentes a resolver;
muitos pedidos  a atender;
e, muitas embaixadas a fazer.
Só quero dizer que eu estou aqui
pedindo tão pouco:
- Só um minuto de Sua atenção
para receber Sua bênção,
pois tudo o mais ,
depois, a mim virá.
Amém!
 
"Deus - Eterna novidade imprevista. Ele é sempre renovada alegria. Nem a vida inteira é suficiente para apreciá-Lo. A sempre renovada alegria é prova de Sua existência... Ao meditar, encontamos Sua orientação instantaneamente, Sua resposta adequada a cada dificuldade".

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

AFRO-DESCENDENTES

 A África do norte está em pé de guerra – um verdadeiro barril de pólvora. São países mais desenvolvidos que os da região central, mas com problemas de pobreza que atingem a população em geral que tenta melhorias imigrando para a Europa. Algumas tribos de Angola, ainda hoje, têm o hábito de expulsar os filhos de casa sob a alegação de que eles são feiticeiros; em áreas de influencia cultural dessas tribos, aqui no Brasil também há esse hábito para se livrar da responsabilidade de criar os filhos. É triste, mas é a realidade o que agrava os problemas sociais.

Cada vez que ouço falar em conflitos tribais e nos horrores das ditaduras africanas em que vivem as populações de países como no Congo, na Costa do Marfim, etc., fico a pensar nos afro-descendentes que vivem aqui no Brasil se queixando de discriminação. Imagino então como seria a vida dessas pessoas se os seus antepassados não tivessem tido a pouca sorte de serem trazidos como escravos não só para o Brasil, como para os países da América em geral.

Parece que aqui cabe aquele ditado: - "Há males que vem para o bem"! Ou não?

Um texto escrito por um afro-descendente abordando o tema sob o título: "A Farsa do Vitimismo Afro-descendente" – (João Carlos de Andrada – 06/01/2011 – "Mídia Sem Máscara") diz: - "Nós os negros e mestiços deveríamos dar graças a Deus todos os dias por podermos viver em Nações ocidentais descentes ao invés de em alguma ditadura africana". Ao se referir a ação dos vândalos de jovens que aterrorizam os brancos e os orientais em cidades americanas, faz uma citação com uma pergunta pertinente: -" Se essas pessoas odeiam tanto os brancos, porque diabos preferem sofrer no meio deles, ao invés de voltar para a África?"

Falta-lhes informação sobre as realidades gritantes das populações que hoje vivem nos países de origem de muitos desses afro-descendentes, não só no Brasil. Querer conhecer suas raízes étnicas não está errado. Parece, no entanto, que lhes falta a identidade em relação à Nação à qual pertencem de fato.

Há uma frase dita por J. Kennedy, ex-presidente americano: "Não pergunte o que o país pode fazer por você. Pergunte a você o que você pode fazer por seu país!" Cada um deve assumir sua identidade, e, se inserir ele, na sociedade onde vive. Cumpra cada um o seu roteiro de vida com estudo, trabalho, crescimento pessoal, realizações positivas conscientizando-se de seu papel como cidadão e ser humano. Autocomiseração e comportamentos de pobres coitados, vítimas imaginárias de um passado que não viveram, sentindo-se com direito a tratamentos diferenciados, demonstram comodismo e falta de senso e de responsabilidade. Respeito mútuo, e em relação a si, é importante para qualquer cidadão independente de sua origem étnica.

Felizmente não são todos os afro-descendentes que se comportam assim. A Educação e a conscientização para outras realidades são necessárias e urgentes. Basta de passar a mão na cabeça e cultivar "traumas" inventados; vamos olhar a nossa realidade como ela é hoje, com os olhos voltados para o futuro. 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

AS TRAGÉDIAS E A GLOBALIZAÇÃO

As tragédias se sucedem. Não são apenas as inundações que ora atingem grande parcela de pessoas no Brasil e no mundo. Temos os terremotos, os deslizamentos de terra, os tsunamis, os incêndios florestais, as explosões em poços petrolíferos, e nas tubulações de transporte de gaz e combustíveis; e também em minas de carvão entre outras fontes de mineração; e mais toda a poluição ambiental, não só de lixo e CO2, como sonora e visual...Lembremos de como o som produz vibrações terríveis que são capazes de destruir "tímpanos" e também a natureza.

-"O homem modifica o meio"- (frase do professor de geografia Aroldo de Azevedo), e lhe sofre as consequências em todos os pontos da superfície terrestre. Tecnologia existe para superar certos efeitos naturais negativos. Falta bom senso ao homem, em especial aos que comandam os destinos dos países, e que de forma gananciosa priorizam seus cargos e índices de popularidade em detrimento do bem estar coletivo. Devem fazer parte, possivelmente, de forma inconsciente, da equipe que deseja manter a humanidade sob a dominação do medo. Aliás , MEDO – é um fabuloso combustível, gratuito e renovável que alimenta a dependência das pessoas aos interesses da tal "globalização".

"Fogo morro acima, água morro abaixo, ninguém segura" – sabedoria popular.

Entendemos perfeitamente o que estão passando mais uma vez, centenas e milhares de pessoas nas tragédias anunciadas das inundações em áreas de risco. Já vivi algo semelhante na capital paulista há extamente 15 anos. E não estava chovendo. Foi resultado da abertura das comportas de uma represa, sem aviso da defesa civil... e a água chegou no estrondo, com mais de um metro, levando tudo pela frente uma hora depois quando ocorreu a vazante... Diante dessa insegurança, quanto ao comportamento dos responsáveis pela coisa pública, deixamos a capital, agradecendo pelo milagre de termos saido com vida. O trauma e o susto sofrido por nós tem sido revivido anualmente ao ver pela TV as tragédias anuais nas grandes cidades.

– Alguns governantes estão de férias... E os gestores da coisa pública?

FIM DE UMA FÁBULA - A ERA LULA

O ano de 2011 mal chegou e já dá para começar a fazer uma avaliação do longo período que foi a tal "era Lula".

Viveu-se uma história ( ou seria uma "estória"?) protagonizada por um personagem real, mas com todas as características dígnas de um "conto", daqueles para se tirar várias lições. Dizem que foi um período de quebra de tabus. Pode ser; depende do ponto de vista. E, isso justificaria a grande ceitação popular.

Mas, o que importa é saber quais os verdadeiros ganhos para a Nação. Restou o quê de positivo, concreto, de ganho real desse longo período de agito, falação e governança no "piloto automático". Muitas coisas aconteceram por pura inércia favorecidas pelo cenário internacional e nacional com a herança de uma moeda estável; outras foram no estilo pirotécnico, e, que, evidentemente, não terão duração por falta de uma base sólida pautada em um programa consistente e bem elaborado. Nenhuma reforma!

Qual era mesmo o programa? – "Fome ZERO". Com 37 Ministérios, mais todas as Secretarias e assessorias em todos os níveis: – desemprego ZERO para os políticos da base como nunca na história...(êpa! Essa fala não é minha!). Milhões de bolsas para tudo, às custas de quem contribui com seu trabalho e impostos.

E dizer que já na primeira República, Rui Barbosa, o então Ministro da Fazenda dizia: "Cortemos energicamente as despesas. Eliminemos as repartições inúteis. Estreitemos o âmbito ao funcionalismo, reduzindo o pessoal e remunerando-lhes melhor o serviço. Moralizemos a administração, norteando escrupulosamente o provimento de cargos do Estado pela competência, pelo merecimento". (Sic).

Século XXI – a Fábula de 37 Ministérios e tudo o mais que os acompanha fazem parte da herança recebida pelo novo governo – e faltarão cargos! Como já faltam prédios para acomodar tanta gente... E, sobrarão candidatos a participar da administração.

Qual o programa? – AH! – Acabar com a miséria. – E as Reformas (tributária, administrativa, política, da previdência, etc...) vão entrar na pauta? Aguardemos o desenrolar dos acontecimentos nacionais e internacionais que darão motivos suficientes para manter o agito das viagens a serviço e interesse nacional (!?), a falação, os projetos (no papel) ... Enquanto aguardamos, vamos nos distrair lendo algumas Fábulas. La Fontaine, Esopo, os clássicos Contos de Fadas, Cervantes, etc, todos com muitas boas lições para entender o que se passa no país das maravilhas estão à disposição: - A Cigarra e a Formiga, Cinderela, Os Três Porquinhos, A Raposa e as Uvas, O Lobo e o Cordeiro, O Leão e a Rã, Lobo em pele de Cordeiro, entre muitas outras podem nos dar os parâmetros da politica e dos politicos. Um pouco de humor não faz mal a ninguém. Resta ainda o Pedro Malasarte. Ou talvez Macunaíma! A escolha é sua.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

ESTUDANDO EM CASA

Estudar só em casa é uma forma adotada por muitos pais nos EEUU. Esse sistema atende cerca de 2 milhões de crianças desde a pré-escola até o ensino de segundo grau. E, estudos demonstram que crianças que só estudam em casa tendem a superar crianças de mesma idade que estudam em escolas convencionais.
Nossa experiência pessoal, desde a alfabetização iniciada pelo meu avô, como falamos no blog anterior, nos deixa à vontade para falar no assunto. A maior parte do que aprendemos foi fora das salas de aula. A escola foi importante na medida que fornecia uma base,  a partir da qual desdobrávamos os estudos dos mais variados temas através de leituras, muita leitura(!) em livros de 2ª, 3ª mão (quando livros didáticos) e emprestados por colegas, ou de bibliotecas.
No Brasil, esse sistema de estudo só em casa, é proibido!
Entendemos que a escola deveria complementar o ensino de conteúdos; no entanto ela está sendo transformada em um "lar" para crianças cada vez mais cedo. E, pelo andar da carruagem, logo, logo, os pais e o verdadeiro lar serão substituídos completamente pelo Estado. Muitos comodistas entendem que o Estado é obrigado a cuidar dos filhos, pois parece que não sabem o que fazer com os "pentelhos".
Isso já é o resultado de: 1- da desagregação da família; 2- perda dos valores ético-morais-religiosos de grande parte da população; 3- gigantismo das cidades com a formação de Favelas em conseqüência do êxodo rural massivo nas últimas décadas;  4- falta de políticas de valorização do indivíduo, pois não basta chegar à classe "C" ou receber a tal bolsa-tudo para estar realmente inserida na sociedade; 5- uma educação difusa (confusa) com falsos objetivos a ponto de já faltar mão de obra qualificada, apesar do número de Faculdades criadas nos últimos anos.
Hoje, com a inclusão, pelo uso de internet nas escolas, os alunos estão com mais uma ferramenta para desviar a atenção em relação aos conteúdos que realmente interessam para a formação profissional. 
"Todos nascem iguais e são dotados pelo Criador com certos Direitos inalienáveis, entre os quais  a Vida, a Liberdade e busca da Felicidade. Como propriedades individuais, esses direitos Naturais não podem ser objeto de discussão, Leis ou regulamentações por parte dos homens. Cada um é responsável por si."

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

QUANDO APRENDER É DIVERTIDO

 A, E, I, O, U, Y (psilon) –  a, e, i, o, u, y (psilon)

A  apresentação artística das letras desenhadas por meu avô paterno, com um graveto na terra arenosa, à sombra da casa despertou minha atenção. Era minha primeira aula informal de alfabetização, numa luminosa manhã, lá no sítio Água da Estiva. Eu, com 6 anos de idade, só queria saber das frutinhas do campo, correndo ao sol escaldante. Meu avô, para me distrair, começou a rabiscar figuras no chão e me chamou para ver.  Apontando para cada símbolo ia falando o som correspondente a cada letra.Fui ver e fiquei surpresa. Conhecia os sons, e agora me eram apresentadas as suas formas! Aquilo era mágico! Mágico e lindo!... As letras haviam sido desenhadas de forma artística, com todas as curvas e arabescos que comportavam:

A, B, C, D, E, F, G,,H, I, J, K, L, M, N, , O , P  Q, R, S, T, U, V, W , X, Y, Z,

Era algo novo e realmente muito interessante. Esqueci as frutinhas.

Aprendi a identificar primeiro as vogais. Depois o alfabeto inteiro. Soletrei cada uma das letras. E por fim, com ajuda de meu avô, identifiquei as letras do  meu nome com os símbolos ali desenhados. Inacreditável!

No fim da tarde, ao voltar para casa, garanti à minha mãe que já sabia ler e escrever. E, com um pedaço de pedra calcárea, sob os protestos dela, desenhei no chão de tijolo da cozinha, as letras do meu nome – evidentemente com algumas falhas. Mas, alí estava a prova do meu aprendizado.

Ganhei o primeiro um caderno feito por minha mãe com folha de papel de embrulho; depois veio o caderno de caligrafia; uma velha cartilha que havia sido usada pelos meus irmãos; a pequena lousa e giz; o ábaco e o aprendizado dos números; fazer continhas, a taboada, resolver pequenos problemas...

Aos 7 anos, ao ir para a escola, já estava apta a acompanhar as aulas do primeiro ano primário. Havia um detalhe: minha alfabetização não visara a escola formal. Portanto, não houve a preocupação com a lingua portuguesa. Em casa e no núcleo familiar só se falava espanhol! Eu entendia e sabia ler e escrever em português, mas só falava o espanhol – (castelhano). E a professora não me entendia!

Alguns raros livros de histórias infantis, mais a "obrigatoriedade" de conversar em casa em português, a persistência de nossa parte e a paciência da professora (Da. Meire), ao final do ano fui considerada apta pela banca examinadora ( a professora da classe, a diretora da escola e a inspetora de ensino) a passar para o segundo ano.

Nunca mais parei de estudar! Cada nova lição trazia algo novo. Novas descobertas levavam a outros aprendizados. Ler e escrever tornou-se tão divertido como qualquer outro brinquedo possa ser. Tudo porque cada aprendizado representou uma conquista que abria outras portas para o fantástico e insegotável mundo conhecimento!